quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

50 tons de cinza

Tenho lido muitos comentários maldosos a respeito do livro “50 TONS DE CINZA” de E.L. James... mas o que de maldoso tem no livro?

 

O romance é lindo! Simplesmente encantador e apaixonante... e porque não, extremamente erótico?!?

Tudo bem, o gato do Cristhian Grey tem uma tendência sádica, desejos sexuais extravagantes e muitas vezes perversos... mas e o cuidado e carinho que ele tem com a srta. Steele, a forma como ele a quer?

Gente, ele é um gentleman!

Tudo bem também, a Anatasia Steele é meio atabaroada, atrapalhada, confusa e torna-se submisa... mas e o amor incondicional que ela tem por aquele homem?

Gente, ela é uma mulher apaixonada!

É um casal deliciosamente encantador. Ela não liga para os trilhões que ele tem em sua conta bancária, nem para os presentes caríssimos que ele lhe dá... ela quer ele, simplesmente ele! Ele, por sua vez, não liga se ela não é a gostosona do pedaço, se não se joga de um lustre fazendo piruetas sensuais, ele quer ela e somente ela!

Durante todo o livro, o romance oscila entre descrições sensualíssimas, quase pornográficas e pureza, dúvidas e certezas, prazer e dor, desejo e medo... É tudo que vivemos... Ao mesmo tempo que o sr. Grey a quer submissa, ele a trata como uma princesa... ao mesmo tempo que ele extravasa suas emoções sexuais perversas, ele se preocupa com a integridade física e psicológica dela... ao mesmo tempo que ele simplesmente “trepa” com ela, ele a ama e a satizfaz plenamente... ele simplesmente quer satisfazer todas as suas fantasias com ela: Anastasia Steele. Ela que não é a gostosona, que não é rica, que é meio atrapalhada... é ela que ele quer, do jeito que ela é! É ela que ele quer, mesmo podendo ter qualquer mulher do mundo, é ela que ele deseja!

À medida que o romance vai se desenrolando, vamos nos apaixonando por esse homem, que honestamente, só existe na imaginação de E.L.James... Eu aposto minha mão que não existe um único Cristhian Grey dando sopa por aí! Ele é louco, sádico, desnorteado, perturbado, mandão... mas é encantadoramente apaixonado, é apaixonadamente lindo... a descrição que E.L.James faz dessa criatura, deixa qualquer uma tonta! No livro não há sequer uma foto dele, mas temos certeza que ele é um gato!!!!!!

É impossível não querer devorar o livro... você começa e não quer parar!

A troca de e-mail deles é qualquer coisa de loucamente e simplesmente apaixonante! Dá vontade de ser a Anastasia Steele, não para receber os presentes caros e nem participar dos joguinhos sexuais do sr. Grey, mas simplesmente para trocar e-mails com ele... as borboletas batem asas desesperademente em nosso estômago, e aposto a minha outra mão que todas as mulheres que leram o livro se sentiram a Anastasia Steele ao ler os e-mails...

Os homens mortais, odeiam o Cristhian Grey e ofendem todas as mulheres que gostam do livro e dele. Comparam-se ao Sr. Grey (como se fosse possível!). Rapazes, ele não é simplesmente um garanhão que faz sexo de todas as maneiras, que maltrata a mulher durante o sexo... ele é um homem com desejos sexuais extravagantes, mas direcionados a apenas uma mulher... Ele não quer “comer” todas as mulheres do mundo, ele quer apenas a srta. Steele, só ela lhe basta! E é aí que está todo o seu “tchan”! Ele não quer todas, porque lhe basta uma!

Ele respeita as vontades dela, mesmo quando a tem por submissa... e é importante salientar que essa submissão sexual, se restringe a quatro paredes... ele não a maltrata publicamente, não a envergonha publicamente... E, apesar de todas as extravagâncias sexuais, do contrato irreal (que ela assina por livre e espontânea vontade)... é perfeitamente possível perceber o amor tomando conta de tudo... inebriando o leitor!

Indicadíssimo!!!!!!

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

E que venha o Neto.... fazer o que?


Acho engraçado... Um monte de gente (jovem, o que me deixa mais abismada), a soltar fogos pela vitória de ACM Neto...

Meu Deus!!!!

Andam por ai a falar mal da esquerda... eu não discordo!
...

Sempre votei na esquerda, mas não sou xiita ou burra! Sei que nos últimos tempos essa esquerda passou por tantas transformações que as vezes até confundo...

Mas meu caros e jovens contemporâneos façam uma análise:

O que se vê hoje na política não é diferente do que acontecia há 12 anos atrás... só que há 12 anos atrás, a nossa mídia de “direita” não dava tanta importância como dá agora.

Essa é a diferença meus caros!

O que, é claro, não quer dizer que o que acontece hoje esteja certo! É errado, é vergonhoso e está sendo tratado da maneira correta!

Mas alguém ai lembra do que acontecia antes?

Acho que não! A mídia não mostrava!

Então as coisas simplesmente aconteciam... Para a mídia, não era interessante mostrar....

Dentre tantos casos, tivemos o caso dos anões, que a mídia fez questão de colocar toda a culpa no, nada inocente, Fernando Collor de Melo. Ele realmente não era inocente, mas será que fez toda aquela cachorrada sozinho? E onde estão os anões? Certamente em altos cargos públicos, colocados por nós, que esquecemos de tudo muito rápido.

Mais tarde, o nosso inteligentíssimo e renomado Sociólogo Fernando Henrique Cardoso, enquanto FHC – Presidente da República, necessitava de uma reeleição. Não sei se todos sabem, mas até o FHC não existia reeleição no Brasil. O que ele fez? Comprou votos! Não o meu, nem o seu, mas os votos de parlamentares do PFL (agora DEM) e do PMDB. Um investimento com o meu e o seu dinheiro, só para ter mais 4 aninhos... Um investimento altíssimo, pq nós sabemos: POLÍTICO CORRUPTO É CARO! Mas alguém lembra desse caso? Acho que não... a mídia não deu muita bola!!!!!!! Mas na era FHC não houve somente esse escândalo... mas alguém ai lembra?

É provável que a maioria nem saiba, mas “são 25, 40 ou 45 na cabeça!”

Aí chegamos a era Lula e ao caso do Mensalão, aliás caso bem parecido com o escândalo envolvendo o Banco Econômico e uma certa pasta rosa...

Voltando ao Mensalão... em cada canto se houve falar disso: O MAIOR ESCÂNDALO POLÍTICO DO BRASIL! Porque será?

Será que é porque a esquerda já ocupou espaço demais, e agora é a vez da direita voltar?

GENTE PELO AMOR DE DEUS, NÃO CONFUNDAM!!!!! Não estou defendendo o PT, ou dizendo que é certo o que aconteceu! Eu, cidadã, sempre votei na esquerda, desde o meu primeiro voto aos 16 anos, e afirmo sem vergonha alguma: ESTOU DECEPCIONADA, mas não a ponto de me deixar cegar. Votar nos partidos enraizados em ACM na Bahia, SARNEY no Maranhão, ALVES e FRANCOS em Sergipe, MENDES no Amazonas, dentre outros coronelistas espalhados pelo Brasil, é um retrocesso e pagaremos caro por isso!

Mas vamos lá... aqui em Salvador, o povo escolheu! Fazer o que? A vontade do povo é soberana!
Agora só nos resta torcer para que o Neto não seja um clone perfeito do avô!

E tenho dito!
Ah, se algum eleitor fanático do DEM quizer maiores informações sobre os escândalos antes da era PT, dá uma pesquisadinha... Alguns sites contas uma histórinhas bem legais: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20733

terça-feira, 4 de setembro de 2012

6 comportamentos e características que os chefes abominam

Texto extraído do site administradores.com. Interessantíssimo! É bem o que eu estava precisando falar...

Existe uma máxima no mundo corporativo que afirma que os profissionais são contratados pelas suas competências técnicas e demitidos pelas suas competências comportamentais. Ou seja, a maioria dos profissionais é demitida porque não sabe se comportar de maneira adequada.

Para não ser pego de surpresa, o Portal InfoMoney entrevistou dois especialistas, o Consultor de Carreira da Thomas Case & Associados, Renato Waberski, e o sócio da Search Consultoria em Recursos Humanos, Paulo Naef, que destacaram quais são os comportamentos e características que os líderes e empresas mais abominam nos profissionais. Confira abaixo:

Falta comprometimento
Comprometimento não tem nada a ver com ser o primeiro a chegar e o último a sair. Comprometimento, segundo Naef, é quando o profissional se “envolve com profundidade com seu trabalho, com os objetivos da empresa e com a sua própria carreira. Ele acrescenta que as empresas querem pessoas que “tenham brilho nos olhos” e que se esforcem ao máximo que puder para entregar suas atividades. Para o especialista, quem é comprometido é o primeiro a ser lembrado em caso de promoção.

Falta de bom senso
Não ter bom senso é prejudicial, principalmente, nas relações de trabalho. Geralmente, a pessoa que não tem bom senso causa desarmonia dentro da empresa e mal-estar entre colegas e chefes.

Mudança de humor Há profissionais que chegam bem dispostos para trabalhar, mas basta receber um e-mail ou telefonema que o mal humor começa a imperar. Já outros são tão mau humorados de manhã que o colega tem até medo de dar “bom dia”, passou a hora do almoço, o bom humor aparece. “Este de tipo de comportamento gera desconforto. Os líderes e os colegas têm dificuldades de lidar com ele”, explica Waberski.

Paranóia
Alguns profissionais têm mania de perseguição que acham que o chefe só quer prejudicá-los ou os colegas sempre estão armando contra. Quem vive desconfiando dos outros perde muito tempo pensando em maneiras de se proteger, o que pode atrapalhar a produtividade.

Manipulador
Este profissional transita muito bem no ambiente corporativo, pois tem boa relação com todos e sabe fazer um “social” como ninguém. “Ele pode ser até visto como competente, mas ele só pensa no seu objetivo. Para alcançá-lo, a pessoa é capaz de manipular os outros em benefício próprio”, acrescenta Waberski.

Insatisfeito
É fácil reconhecer um insatisfeito. Ele reclama de tudo e de todos, gosta de apontar falhas na empresa, no colega e no chefe. Mas, claro que isso não incluiu o seu trabalho, os errados são sempre os outros. Para o consultor da Thomas Case & Associados, o erro principal de pessoas assim é achar que a empresa tem que se adaptar a ele e não ao contrário.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

EMPOWERMENT

Texto apresentado à Disciplina Gestão de Pessoas em MBA de Gestão de Projetos, 2013.

Empowerment significa a descentralização de poderes pelos vários níveis hierárquicos da empresa. A prática do empowerment, incentiva a tomada de iniciativas, capacitando para o poder decisório dos indivíduos da empresa ou a criação de poder decisório para os indivíduos.

Hoje, isto é uma nova realidade em que as empresas tentam aceitar, onde não se avalia mais um gerente pelo número de pessoas que se reportam a ele, mas sim, pela capacidade em fazer essas pessoas decidirem por si mesmas dentro de uma organização. Embora pareça um conceito de simples aplicação, a implantação do empowerment, requer profundas mudanças na cultura da organização, sendo necessário dispor de uma equipe competente e experiente, uma liderança disposta a compartilhar decisões, além de possuir tolerância a erros.

Empowerment é assunto para deixar qualquer Administrador deslumbrando, qualquer Gestor de RH encantado... Eis o assunto que certamente deixaria Coordenadores, Supervisores e Assistentes cheios de vontade e motivação saltando dos poros.

Está aí uma estratégia que poderia ser implantada em todas as empresas... mas a verdade é que ainda temos intrínseco nas organizações, a cultura da chefia, onde avalia-se os profissionais pelos erros que os mesmo cometem, e não pelas tentativas de acerto. E este é, certamente, o maior gargalo que alguns líderes encontram, na tentativa de implementar o Empowerment.

A princípio, implantar o “empowerment” seria a “varinha de condão” das empresas, bastaria bater na cabeça de um colaborador, e ele estaria imediatamente apto a tomar decisões e efetivá-las.

A verdade é que esta é ainda uma realidade muito distante.

Maravilhoso seria simplesmente montar uma equipe e delegar, a cada membro, a condição de tomar decisões sobre suas ações e os impactos que as mesmas causariam na organização. A realidade, porém, mostra que, ainda não temos maturidade organizacional para exercer este “empoderamento”. A maioria das pessoas está habituada a receber ordens e executá-las. E, se as ordens são gerenciais, os erros, então, são de cunho gerencial.

 Para Chiavenato (2005) o “empowerment” ou delegação de autoridade, basicamente é o processo de dar poder às pessoas, a liberdade e a informação para ajudar na tomada de decisões e com isso participar ativamente da organização.

 O “empowerment” pode e deve ser aplicado em todos os níveis da organização, permitindo que os gestores deleguem a solução de problemas e resolução de conflitos. Isso motiva os colaboradores que se sentem desvalorizados, aumentando o nível de comprometimento dos mesmos em relação à organização. Esta prática desperta o que há de melhor nas pessoas, estimulando o aparecimento de novos líderes. "A delegação de autoridade pode dar-se em graus variáveis.

Em muitas organizações, o “empowerment” estimula a participação das pessoas, enquanto os gerentes mantêm a autoridade final pelas decisões. Em outras, o “empowerment” significa dar às pessoas da linha de frente – aqueles que estão em contato direto com o cliente da organização – um poder quase total para tomar decisões e exercer a iniciativa e a imaginação". (CHIAVENATO, 2005 p.301)

Ainda segundo Chiavenato, o “empowerment” se baseia em quatro aspectos principais: Poder, Motivação, Desenvolvimento e Liderança.

O primeiro é o mais importante, pois dar poder significa dar importância ao colaborador dentro da organização, gerando assim uma confiança mútua. Manter seus colaboradores motivados, elogiar o bom desempenho das tarefas, recompensá-lo, festejar o alcance das metas, faz com que ele trabalhe com mais empenho e presteza.

 Para fazer o “empowerment” funcionar, não basta passar responsabilidades, é necessário criar condições reais para que as pessoas possam, efetivamente, fazer valer seu poder de autonomia para a resolução de problemas sob sua responsabilidade, é necessário fazê-las sentirem-se donas do negócio.

"Para promover o empowerment, não basta transferir verbalmente poder às pessoas; elas precisam ter reais condições de agir no pleno exercício da sua responsabilidade, desenvolvendo o que chamamos de "ownership", ou seja, agirem como intra-empreendedores e como se fossem "proprietárias" do negócio, pensando como empresários." (HILDSDORF, 2010)

 A implantação do “empowerment” nas empresas, deve começar pela alta direção. Esta deve gerar autonomia para seus líderes, capacitando-os de forma que os mesmo sintam-se seguros em delegar atividades aos seus subordinados. Uma direção que julga seus líderes pelos erros que sua equipe comete, dificulta o “empowerment”, enquanto que, uma direção pronta para ouvir e capaz de aceitar os erros, facilita a comunicação entre líderes e subordinados.

O segundo passo é a capacitação dos colaboradores. Torná-los aptos a tomarem decisões. Fazê-los seguros dessas decisões. Essa capacitação deve ser trabalhada não só nos aspectos pessoais do colaborador, no sentindo de aumentar sua autoconfiança e motivação, mas também no aspecto profissional, quando o líder deve dotar os colaboradores de todas as informações e capacidades inerentes às responsabilidades delegadas.

A capacitação do colaborador é algo fundamental para que o processo de delegação tenha o retorno esperado. Capacitar o colaborador, quer dizer, transformá-lo num líder de sua própria atividade.

Alguns aspectos que podem comprometer a implantação do “empowerment”:
• número de colaboradores, acima de 200, pode quebrar demais as responsabilidades, burocratizando ainda mais o processo;
• gerências com características autoritárias e controladoras geram desconforto e emperram o processo de capacitação dos colaboradores;
• colaboradores com características de subserviência não compreendem a necessidade do “empowerment” e acreditam que a responsabilidade é exacerbada para a sua função dentro da organização, não aceitando a autonomia;
• o tempo de implementação gira em torno de dois anos, o que pode gerar risco de jogar o “empowerment” no esquecimento.

Esses aspectos devem ser combatidos com ações positivas geradas pela liderança, como ensinar e apoiar a atitude de autonomia dos trabalhadores, manter-se responsável pelas funções delegadas, assumindo erros juntamente com o colaborador.

É importante salientar que a descentralização de poder não implica em perda da responsabilidade do líder. Partilhar liderança vai além da simples atribuição de poder, é um processo ganha-ganha, no qual os empregados têm mais controle sobre seu próprio trabalho, e os gestores ficam mais livres para atuarem fora da esfera interna da organização, buscando o sucesso da mesma no mercado.

O “empowerment” estimula o envolvimento e o comprometimento dos colaboradores, a confiança recíproca, a cooperação, abertura para tratamento de conflitos, utilização de estratégias de ganha-ganha nas relações interpessoais.

 Não há dúvidas de que o “empowerment” é uma solução fantástica num mundo onde a agilidade é a mola mestra para o sucesso. Conseguir implantar o “empowerment”, é um diferencial absurdo. É a prova da maturidade de uma empresa, independente do tamanho dela. É a libertação da empresa do vício de centralização de poder.

Peter Druker, em entrevista à Harvard Business Review diz que “hoje não se avalia mais um gerente pelo número de pessoas que se reportam a ele, mais sim, pela capacidade em fazer essas pessoas decidirem por si mesmas e trabalharem a massa de informações disponíveis na empresa”.
"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver crescer as injustiças, de tanto ver agigantar-se os poderes nas mãos dos homens, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." ( Rui Barbosa )