É impressionante a mania do ser humano de cultivar falsos ícones para suas vidas.
Parece ser nato do ser humano que, pessoas que alcançaram um espaço na mída sejam consideradas ídolos, independente da forma que eles utilizaram para se fazerem notar, na verdade, isso é o que menos interessa, já que para as "mídias", qualquer detalhe corriqueiro da vida desses personagens passa a ser vendível. Então haja papel para paginas e mais páginas sobre quem beijou quem, quem almoçou o que, quem usou o que, quem deu o vexame da semana, quem caiu de bêbado, quem casou, quem separou...
São Britneys, Paris, Cazuzas, Adrianes, Dados, Mayras, Priscilas e outros tantos que são transformados em deuses da mídia e que povoam mentes ainda em formação que só conseguem enxergar bons resultados decorrentes de péssimos comportamentos. Crianças crescem tendo como ícones pessoas que nada de interessante têm a acrescentar e que nos colocam em uma encruzilhada comportamental. Como explicar a uma menina de 12 anos, entrando na adolescência, com os hormônios â flor da pele, que ela não precisa se expor para ser notada e admirada? Como explicar a um menino na mesma idade, que ele não precisa ser rebelde para ser notado e respeitado?
Pergunte a uma criança, o significado da palavra ídolo. Ela responderá algo parecido com: "alguém que é o que a gente quer ser!" Essa resposta parece inocente, até ingênua, mas é ai que mora o perigo. É ai que se esconde as pedras nas quais provavelmente tropeçaremos ao tentar explicar que não é bem assim.
Segundo o Dicionário, Ídolo é "s.m. Figura, estátua que representa uma divindade que se adora. / Pessoa à qual se prodigam louvores excessivos ou que se ama apaixonadamente: ele é o ídolo da juventude. / Diz-se de certas figuras que desfrutam de grande popularidade (artistas de cinema, cantores populares, jogadores de futebol etc.).
Para mim, o conceito mais cabível é: "pessoa a qual se prodigam louvores", e basta!
Onde estão os fãs de Dalai Lama, de Nelson Mandela, de Mahatman Gandhi, de Indira Ghandi, de Oscar Shindler, Albert Einstein, Chico Xavier? Eles certamente existem, mas não estão no meio das ruas gritando desesperados...
O problema de hoje é a inversão de valores. Saem de campo valores como: ética, conduta moral, espiritualidade, busca pelo amor e pela paz, compaixão e companheirismo; e entram em campo: bundas, peitos, músculos, bebedeiras, drogas...
E nós, o que estamos fazendo a respeito disso. O que temos dado de nós para mudar a imagem irreal que está sendo criada para o sucesso?
Nada!
Simplesmente aplaudimos, de pé... infelizmente!
Ana,
ResponderExcluirGostei muito do seu texto e concordo com tudo que disse !!!
Também não entra na minha cabeça pessoas brigarem com você por causa de uma pessoa que ela nem conhece (ela "acha" que conhece, porque lê as revistas e sabe de toda a vida da determinada pessoa...). Isso não existe, ou pelo menos não deveria existir...
Parabéns pelo texto.
Obs: um grande exemplo é esse post. Quantas pessoas leram e se interessaram? Provavelmente a maioria deve ter pensado que é só mais uma pessoa "chata" que não tem heróis... Que mundo estranho !!
Bjo