Eu poderia começar dizendo; "Só no Brasil mesmo!", mas os fatos me impedem...
Nos Estados Unidos da América, Curtis James Jackson III, conhecido por 50cent, é um dos rappers com mais venda no planeta. 50cent iniciou no tráfico de drogas com doze anos, e foi preso por tráfico de cocaína, heroína e crack. Adotou o apelido 50Cent para homenagear Kelvin Martin, um famoso assaltante do Brooklyn.
Na Inglaterra, Amy Winehouse, cantora e compositora de excelente performance, faz mais sucesso por seus problemas com drogas e álcool.
50Cent, na terra do Tio Sam, Amy no Reino Unido, são artistas cultuados, inclusive por seus comportamentos nada adequados. Assim como nos países de primeiro mundo, também temos nossos "heróis tortos", e como dizia um deles, considerado por nós como "Poeta": Nossos "heróis morreram de overdose..."
Aqui na Bahia, pedaço pulsante do Brasil, não poderia ser diferente. Uma jovem, descoberta em uma festa regada a bebida e cocaína, da noite para o dia, transforma-se em Deusa. Dormiu Kelly Sales, acordou Kelly Cyclone. Com direito a grandes fatias de audiência em programas popularescos... com direito a convite para ser dançarina em uma banda popularesca... com direito a aparecer na TV avisando que entraria para a política.
Kelly Cyclone teve mais que quinze minutos de fama... mas, envolvida com todo tipo de criminalidade, acabou morta entre facadas, tiros e pancadas... Toda a mídia baiana voltou-se a esse assunto, e de repente a "Dama do Pó", passou a ser cultuada pela mídia não mais como a Kelly Cyclone, mas como uma ppobre moça indefesa... coitada...
PELO AMOR DE DEUS, NÃO ME ENTENDAM MAL!
Longe de mim querer dizer que a morte dela não me comoveu... fiquei perplexa ao ver seu corpo estendido... Tive pena dela ter desperdiçado sua vida... Tive pena da mãe dela que perdeu seu terceiro filho para o tráfico... Mas não posso transformá-la num mártir e não posso aceitar isso calada...
Sabe aquela moça, que caminhava rumo ao trabalho em Feira de Santana, e foi morta com um tiro, pelo ladrão que simplesmente atirou e matou? Alguém sabe o nome dela? Quantos programas dedicaram horas e horas de audiência para falar da vida daquela moça?
Isso não dá ibope... então, porque perder tempo falando disso... É melhor estampar os jornais, revistas, programas de TV com a foto desses "heróis tortos", porque isso sim eleva a audiência...
Não companheiros, não é só no Brasil que acontece isso!
O mundo inteiro parece ter invertido os valores.
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